PF investiga esquema de fraude milionária no auxílio-doença do INSS

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Operação Colina apura manipulação de sistemas para prorrogar benefícios de forma irregular na Bahia.
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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (19) a Operação Colina para investigar um esquema de fraudes envolvendo a manutenção irregular de benefícios de auxílio-doença por incapacidade temporária no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação ocorreu nas cidades de Salvador, Nazaré e Vera Cruz, na Bahia, com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão.

Segundo as investigações, um servidor do INSS, lotado em uma agência da capital baiana, é suspeito de manipular sistemas internos para remarcar perícias médicas e adiar avaliações obrigatórias, permitindo que benefícios continuassem sendo pagos automaticamente sem nova análise médica.

Manipulação impedia realização de perícias

De acordo com a Polícia Federal, o esquema utilizava alterações indevidas nos sistemas do INSS para impedir que segurados fossem avaliados por peritos oficiais.

As investigações apontam que o servidor realizava sucessivos adiamentos das perícias com justificativas consideradas falsas. Em alguns registros, o sistema apontava “falta de atendimento médico”, mesmo em dias em que as unidades funcionavam normalmente.

Segundo os investigadores, a prática fazia com que os benefícios fossem prorrogados automaticamente, sem a verificação da real condição de saúde dos segurados.

Entre as irregularidades identificadas estão:

  • Remarcações indevidas de perícias médicas;
  • Inclusão de informações falsas no sistema previdenciário;
  • Prorrogação automática de benefícios sem nova avaliação;
  • Utilização de justificativas fraudulentas para cancelamento de atendimentos.

Quebras de sigilo revelaram movimentações suspeitas

A apuração contou com relatórios de inteligência da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP) e análise de movimentações bancárias autorizadas pela Justiça.

Segundo a PF, foram identificadas transferências financeiras suspeitas entre beneficiários, intermediários e os investigados. A suspeita é de que pessoas envolvidas no esquema cobravam valores para garantir a manutenção irregular dos benefícios e repassavam parte do dinheiro ao servidor responsável pelas alterações no sistema.

Os investigadores ainda apuram o tamanho do prejuízo causado aos cofres públicos e quantos benefícios podem ter sido prorrogados de forma irregular.

Investigados poderão responder por corrupção e fraude

Os envolvidos poderão responder por diferentes crimes relacionados à fraude contra a administração pública e ao sistema previdenciário.

Entre os possíveis crimes investigados estão:

  • Inserção de dados falsos em sistema de informações;
  • Corrupção passiva;
  • Associação criminosa;
  • Fraude previdenciária.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço do inquérito.

Fonte: Metro1

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Editorial Dias e Lima

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