O governo federal avalia antecipar, mais uma vez, o pagamento do 13º salário para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ao longo de 2026.
A medida ainda depende de formalização oficial, mas segue a mesma linha adotada nos últimos anos, quando o abono anual deixou de ser pago apenas no segundo semestre e passou a ser liberado de forma antecipada.
Caso confirmada, a iniciativa permitirá que os segurados recebam o benefício antes do período tradicional, o que pode contribuir para o planejamento financeiro dos beneficiários ao longo do ano.
Histórico recente favorece antecipação
A antecipação do 13º passou a ser adotada inicialmente como medida emergencial em anos anteriores e, desde então, tem sido mantida como prática recorrente.
Nos modelos mais recentes, o pagamento foi realizado em duas parcelas distribuídas no primeiro semestre, em vez de ocorrer apenas no fim do ano, como era feito anteriormente.
A expectativa é que, se mantida essa lógica, o pagamento também seja dividido em duas etapas em 2026.
Como ocorre a liberação dos valores
Tradicionalmente, o depósito segue o número final do benefício recebido pelo segurado, sem considerar o dígito verificador.
Essa organização permite que os pagamentos sejam realizados de forma escalonada, respeitando o calendário administrativo do INSS.
Nos anos em que houve antecipação, os valores foram liberados entre os meses de abril e junho — intervalo que pode voltar a ser utilizado, caso a decisão seja confirmada.
Quem pode receber
O abono anual é destinado a segurados que recebem benefícios previdenciários, como:
- aposentadorias
- pensões por morte
- auxílios temporários
Por outro lado, beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) não têm direito ao pagamento do 13º salário, uma vez que o benefício possui natureza assistencial e não previdenciária.
Impacto para os segurados
A antecipação do pagamento não altera o valor total do benefício, mas modifica o momento em que ele é disponibilizado ao segurado.
Na prática, isso permite que aposentados e pensionistas tenham acesso aos recursos ao longo do primeiro semestre, em vez de aguardarem o período tradicional do segundo semestre.
Confirmação depende de ato oficial
Apesar da sinalização favorável, o calendário definitivo ainda depende de regulamentação formal por parte do Executivo.
Até que haja confirmação, a medida segue como expectativa, baseada no padrão adotado nos últimos anos.
Fonte: https://veja.abril.com.br/