O atendimento previdenciário prestado pelo INSS voltou ao centro das discussões após declarações do deputado federal Paulo Pimenta, que classificou como “inaceitável” a situação enfrentada por aposentados e segurados no país.
Trabalho remoto e impacto no atendimento
Segundo o parlamentar, a manutenção do trabalho remoto adotado de forma ampla desde 2020 estaria comprometendo a eficiência do serviço. Ele afirmou que cerca de 70% dos servidores ainda atuariam em home office e que haveria resistência, inclusive, à adoção de modelos semipresenciais.
Mutirões e fila de benefícios
Na avaliação do deputado, o problema não seria apenas falta de servidores, mas dificuldades para garantir jornada presencial. Ele relatou que iniciativas como mutirões para reduzir a fila de aposentadorias e benefícios por incapacidade teriam encontrado entraves ligados à resistência ao retorno.
Críticas à gestão e ao controle de lotação
Pimenta também criticou a administração do instituto, apontando falhas de controle e liderança. Segundo ele, há relatos de servidores que não residiriam mais na cidade de lotação, com menção a casos de funcionários que estariam no exterior, o que levantaria questionamentos sobre a fiscalização da atividade funcional.
Agências fechadas e unidades com equipes reduzidas
Outro ponto citado foi o fechamento de agências e o funcionamento de unidades com número reduzido de servidores, inclusive com locais operando com apenas um funcionário. Para o parlamentar, isso inviabiliza a prestação adequada do serviço e agrava o impacto da demora para os segurados.
Dataprev e justificativas consideradas insuficientes
Sobre as justificativas da presidência do INSS, que atribuiu parte das dificuldades a problemas em sistemas da Dataprev, Pimenta disse que as explicações seriam insuficientes diante do quadro relatado pela população.
Perícia médica e desequilíbrio regional
O deputado também destacou a escassez de peritos médicos nas regiões Sul e Sudeste e afirmou que nomeações recentes teriam sido direcionadas principalmente ao Norte e Nordeste, ampliando o desequilíbrio regional na análise de benefícios.
Cobrança por medidas imediatas
Ao final, Paulo Pimenta afirmou que não aceitará justificativas genéricas para o cenário atual e defendeu a adoção de medidas imediatas para garantir um atendimento mais eficiente e digno aos segurados.