O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou, em março, redução no volume de pedidos em análise, com a fila voltando a ficar abaixo da marca de 3 milhões.
O estoque atual é de 2,985 milhões de requerimentos, interrompendo uma sequência de crescimento observada desde julho do ano passado. Em relação a fevereiro, quando foi registrado o pico de 3,126 milhões, houve uma diminuição de aproximadamente 141 mil processos.
Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, a meta do governo é reduzir o estoque para cerca de 1,3 milhão de pedidos até o final do ano.
Medidas para acelerar a análise de benefícios
A redução da fila está diretamente ligada a um aumento no volume de análises realizadas, impulsionado por medidas adotadas pelo governo.
Entre as principais ações estão:
- prorrogação do pagamento de bônus a servidores por produtividade extra;
- incentivo financeiro por tarefa concluída, ampliando a capacidade operacional;
- implementação de uma fila nacional de análise por meio do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB).
Com a centralização, processos deixam de ser analisados apenas na região de origem, permitindo redistribuição da demanda entre estados e maior eficiência na tramitação.
Gargalo permanece em benefícios com perícia
Apesar da melhora geral, o principal desafio do INSS continua concentrado nos benefícios que dependem de avaliação médica.
Casos como o auxílio por incapacidade temporária e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ainda apresentam maior tempo de espera, em razão da necessidade de perícia.
Para reduzir esse gargalo, o governo tem intensificado:
- mutirões de atendimento;
- antecipação de perícias médicas;
- ampliação da capacidade de atendimento em regiões com maior demanda.
Nos demais benefícios, como aposentadorias, o órgão já registra desempenho acima da entrada de novos pedidos, indicando avanço na normalização do fluxo.
Impactos financeiros e meta de prazo legal
A redução da fila tem impacto direto nas contas públicas, já que a concessão mais rápida dos benefícios aumenta os desembolsos no curto prazo. Por outro lado, evita o pagamento de valores retroativos corrigidos pela taxa Selic, que incidem quando há atraso na análise.
A direção do INSS afirma que a prioridade é garantir o acesso aos direitos previdenciários, afastando qualquer estratégia de contenção baseada na limitação de concessões.
A expectativa é que, com a manutenção das medidas atuais, o tempo médio de análise se aproxime do prazo legal de 45 dias, previsto na legislação.
Fonte: Gov.br