O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) iniciou, nesta terça-feira (15), o pagamento do terceiro lote do abono salarial PIS/Pasep, referente ao ano-base 2024. Nesta etapa, cerca de 4,27 milhões de trabalhadores nascidos em março e abril serão contemplados, com um total de R$ 5,4 bilhões liberados. A medida reforça a renda dos beneficiários e contribui diretamente para o aquecimento da economia.
Calendário e valores do benefício
O pagamento segue o cronograma anual definido pelo governo federal, iniciado em fevereiro de 2026 e com prazo final para saque até 30 de dezembro. Os valores variam conforme o tempo trabalhado em 2024, podendo ir de R$ 136 até R$ 1.621, equivalente ao salário mínimo vigente.
Na prática, o cálculo é proporcional: cada mês trabalhado garante ao trabalhador o equivalente a 1/12 do salário mínimo. Assim, quem trabalhou durante todo o ano recebe o valor integral.
Critérios para ter direito
Para acessar o abono salarial, é necessário cumprir requisitos objetivos, o que funciona como um filtro de elegibilidade do programa. Têm direito os trabalhadores que:
- Estão inscritos no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos
- Receberam até dois salários mínimos mensais em 2024
- Trabalharam por no mínimo 30 dias no ano-base
- Tiveram os dados corretamente informados pelo empregador na RAIS ou eSocial
Esse alinhamento de critérios garante maior assertividade na distribuição dos recursos públicos.
Como consultar e sacar o benefício
A consulta pode ser feita de forma simples e digital, por meio da Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal Gov.br. Essas plataformas concentram todas as informações sobre valores, datas e banco responsável pelo pagamento.
Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS), o pagamento é realizado pela Caixa Econômica Federal, com prioridade para crédito em conta ou via aplicativo Caixa Tem. Já os servidores públicos (Pasep) recebem pelo Banco do Brasil, com opções de crédito em conta, PIX ou saque presencial.
Impacto econômico e operacional
Do ponto de vista macro, o pagamento do abono salarial funciona como uma alavanca de liquidez no curto prazo, fortalecendo o consumo das famílias e movimentando setores estratégicos do comércio e serviços.
Ao mesmo tempo, a digitalização dos processos de consulta e pagamento reduz gargalos operacionais, melhora a experiência do usuário e aumenta a eficiência na execução da política pública — um movimento claro de modernização da gestão trabalhista no país.
Fonte: Gov.br