PEC que garante aposentadoria especial a agentes de saúde avança no Senado

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Proposta já aprovada na Câmara segue para análise na CCJ e prevê regras previdenciárias mais vantajosas para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.
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O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, anunciou o andamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 14/2021), que trata da criação de regras de aposentadoria especial para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE).

A proposta, já aprovada pela Câmara dos Deputados, será encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa inicial de tramitação no Senado.

A medida atende a uma demanda histórica da categoria, que reúne cerca de 400 mil profissionais em todo o país, e busca reconhecer as condições específicas de trabalho desses agentes no sistema público de saúde.

Proposta prevê regras mais vantajosas

O texto da PEC propõe a reestruturação das regras previdenciárias aplicáveis à categoria, com a retomada de mecanismos mais favoráveis que foram limitados por reformas anteriores.

Entre os principais pontos estão:

  • integralidade, permitindo aposentadoria com o valor equivalente ao último salário da ativa;
  • paridade, garantindo aos aposentados os mesmos reajustes concedidos aos servidores em atividade;
  • reconhecimento das condições de trabalho como fator justificante para regras diferenciadas.

A proposta também prevê a regularização de vínculos, consolidando a situação funcional desses profissionais no serviço público.

Impacto fiscal e resistência do governo

Apesar do avanço legislativo, a proposta enfrenta resistência da equipe econômica, principalmente em razão do impacto fiscal estimado.

Há preocupação de que a ampliação dos benefícios gere aumento das despesas previdenciárias da União, estados e municípios nos próximos anos. O texto prevê, inclusive, compensação financeira por parte da União para mitigar os efeitos sobre os entes federativos.

Próximos passos da tramitação

Após análise na CCJ, a PEC ainda precisará ser votada no plenário do Senado em dois turnos.

Caso seja aprovada sem alterações, o texto será promulgado pelo Congresso Nacional, passando a integrar a Constituição Federal e garantindo o novo regime previdenciário para a categoria.

Fonte: Senado Notícias / Jornal de Brasília

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Editorial Dias e Lima

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