Justiça Federal discute déficit de R$ 266 milhões, mas CJF descarta adiamento de salários

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Tribunais avaliam cortes e ajustes para equilibrar o orçamento de 2026; conselho afirma que folha, benefícios e 13º dos servidores serão preservados.
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Os seis Tribunais Regionais Federais (TRFs) enfrentam um déficit orçamentário estimado em R$ 266 milhões em 2026 e discutem alternativas para equilibrar as despesas até o fim do ano. Entre as possibilidades analisadas por áreas técnicas estão cortes em contratos, obras e investimentos, além do deslocamento de algumas despesas para janeiro.

Em um cenário discutido internamente, chegou a ser considerada a possibilidade de postergar encargos da folha de dezembro, do auxílio-alimentação e da segunda parcela do 13º salário. O Conselho da Justiça Federal (CJF), no entanto, afirmou que não deverá haver adiamento desses pagamentos.

Adicional de qualificação impactou previsão orçamentária

Segundo o CJF, aproximadamente 80% do déficit estaria relacionado à antecipação do pagamento do adicional de qualificação criado por lei publicada no ano passado.

Na elaboração do orçamento, os tribunais previam que a nova parcela começaria a ser paga em julho. O pagamento, porém, teve início em janeiro, acrescentando seis meses de despesas ao que havia sido inicialmente projetado.

Os valores do adicional variam conforme a qualificação apresentada pelo servidor, incluindo diferentes percentuais para doutorado, mestrado e outras certificações.

CJF afirma que folha será preservada

O presidente do CJF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Luís Felipe Salomão, informou que pretende discutir uma solução conjunta com os presidentes dos Tribunais Regionais Federais.

O conselho classificou a folha de pessoal como despesa obrigatória e afirmou que ela deverá ser honrada sem impacto para os servidores.

Entre as alternativas em análise estão:

  • redução de despesas com contratos;
  • revisão de obras e investimentos em tecnologia;
  • reorganização de despesas previstas para o fim do exercício;
  • preservação de salários, benefícios e 13º salário dos servidores.

A situação seria discutida em reunião marcada para 6 de outubro entre o CJF e os dirigentes dos TRFs.

Sindicato contesta explicação para o déficit

O tema ganhou repercussão após reunião realizada em 29 de setembro entre a administração do TRF da 4ª Região e o Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul (Sintrajufe-RS).

A entidade questionou a associação do déficit principalmente ao adicional de qualificação e argumentou que os servidores não devem absorver os efeitos de decisões orçamentárias ou de outras despesas do Judiciário.

Até a publicação das informações, não havia anúncio oficial de mudança no calendário de pagamentos. O caso permanecia em negociação entre o CJF e os tribunais.

Fonte:
Folha de S.Paulo.

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Editorial Dias e Lima

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