Uma pesquisa institucional realizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) identificou a criação de uma carreira própria e a ampliação ou flexibilização do teletrabalho entre as principais prioridades apontadas pelos servidores da Corte.
Os resultados foram divulgados em 7 de outubro. A consulta, realizada de forma anônima entre 24 de agosto e 21 de setembro, recebeu 2.184 respostas e reuniu 36 perguntas distribuídas em 11 blocos temáticos.
Segundo o Tribunal, as informações deverão subsidiar o planejamento de políticas de gestão de pessoas nos próximos anos. Os resultados refletem, porém, a opinião dos participantes da pesquisa no STJ e não de todo o funcionalismo público.
Carreira própria foi prioridade para 81%
Entre os participantes, 81% apontaram como prioridade a criação de uma carreira própria do STJ, separada da carreira do Poder Judiciário da União.
Outros 10% defenderam a criação de gratificações específicas para funções desempenhadas no Tribunal, enquanto 5% preferiram um sistema de avaliações e recompensas. Outros 4% disseram não possuir opinião formada sobre o tema.
Apesar de 91% dos respondentes declararem satisfação com a lotação atual, a falta de perspectivas de crescimento foi citada por metade dos participantes como principal fator de desengajamento.
Também foram mencionados:
- excesso de trabalho: 36%;
- falta de reconhecimento: 34%;
- comunicação deficiente: 17%;
- baixa participação nas decisões: 17%.
Flexibilidade no teletrabalho aparece entre principais demandas
Questionados sobre medidas capazes de aumentar a satisfação profissional, 43% escolheram a ampliação ou flexibilização do teletrabalho ou do modelo híbrido.
A avaliação do trabalho por produtividade, em vez do tempo trabalhado, foi apontada por 26%. O mesmo percentual mencionou melhor distribuição ou redução da carga de trabalho.
O modelo atualmente adotado recebeu avaliação predominantemente positiva: 58% afirmaram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o teletrabalho ou regime híbrido.
A pesquisa também mostrou demanda por ações relacionadas à saúde dos servidores. Entre os participantes, 71% priorizaram a ampliação de programas de saúde mental e apoio psicológico.
Pesquisa não significa mudança imediata nas regras
O levantamento será utilizado pelo STJ para mapear expectativas e necessidades do quadro funcional, mas sua divulgação não representa a aprovação automática de uma nova carreira, reajuste salarial ou alteração das regras de teletrabalho.
Qualquer mudança dependerá das decisões administrativas correspondentes e, quando necessário, de providências legislativas e orçamentárias.
Os principais dados da consulta são:
- participação: 2.184 respostas anônimas;
- período: 24 de agosto a 21 de setembro de 2026;
- prioridade mais citada: carreira própria do STJ, com 81%;
- medida para satisfação profissional mais citada: ampliação ou flexibilização do teletrabalho, com 43%.
Os resultados representam as respostas dos servidores que participaram do levantamento e não permitem concluir que as mesmas prioridades sejam compartilhadas por servidores de outros tribunais ou órgãos públicos.
Fonte:
Superior Tribunal de Justiça (STJ).