Justiça concede adicional de insalubridade para merendeira escolar

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Decisão considerou condições inadequadas de trabalho e exposição contínua a altas temperaturas
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A Justiça do Trabalho reconheceu o direito ao adicional de insalubridade para uma merendeira que trabalhava exposta a calor excessivo em uma cozinha escolar. A decisão considerou que as condições enfrentadas diariamente ultrapassavam os limites previstos pelas normas de segurança e saúde ocupacional, colocando em risco a saúde da trabalhadora.

O caso envolveu uma profissional responsável pela preparação de refeições em ambiente com ventilação insuficiente e exposição constante a altas temperaturas geradas por fogões, panelas industriais e equipamentos utilizados na cozinha.

Perícia confirmou ambiente inadequado

Durante o processo, foi realizada perícia técnica para avaliar as condições do local de trabalho. O laudo apontou que a trabalhadora permanecia submetida a calor intenso durante grande parte da jornada, sem medidas eficazes de neutralização dos riscos.

Segundo a análise pericial, o ambiente apresentava características incompatíveis com os parâmetros de conforto térmico previstos nas normas regulamentadoras de segurança do trabalho.

Entre os fatores identificados estavam:

  • Exposição contínua ao calor proveniente dos equipamentos
  • Ventilação insuficiente no ambiente
  • Temperaturas acima dos limites toleráveis
  • Permanência prolongada na cozinha durante o expediente

Com base nessas conclusões, a Justiça reconheceu o direito ao adicional de insalubridade.

Atividade exige proteção à saúde do trabalhador

O entendimento reforça que atividades exercidas em cozinhas industriais ou escolares podem gerar exposição ocupacional prejudicial à saúde quando não há controle adequado das condições térmicas.

A legislação trabalhista prevê o pagamento de adicional para trabalhadores submetidos a agentes nocivos acima dos limites permitidos. O objetivo é compensar os riscos decorrentes da atividade e estimular a adoção de medidas preventivas pelos empregadores.

Importância das normas de segurança

A decisão também destacou a necessidade de cumprimento das normas de medicina e segurança do trabalho, especialmente em ambientes de alimentação coletiva.

Entre as medidas que podem reduzir os riscos estão:

  • Sistemas adequados de ventilação e exaustão
  • Uso correto de equipamentos de proteção
  • Intervalos para recuperação térmica
  • Adequação estrutural das cozinhas

A ausência dessas medidas pode aumentar a responsabilidade do empregador em ações trabalhistas.

Decisão reforça proteção em atividades operacionais

O reconhecimento da insalubridade evidencia a importância da avaliação técnica das condições reais de trabalho, principalmente em funções operacionais frequentemente submetidas a desgaste físico intenso.

O caso também chama atenção para a rotina de profissionais da alimentação escolar, que atuam diariamente em ambientes de alta exigência térmica e física, muitas vezes sem estrutura adequada para minimizar os impactos à saúde.

Fonte: Migalhas

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Editorial Dias e Lima

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