STF proíbe novos penduricalhos e reforça transparência salarial no serviço público

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Decisão unânime de ministros veda a criação de benefícios fora do teto constitucional e exige divulgação detalhada de remunerações.
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Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a endurecer o entendimento sobre pagamentos que ultrapassem o teto constitucional no serviço público. Em decisões proferidas nesta semana, os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Flávio Dino determinaram a proibição da criação de novas parcelas remuneratórias ou indenizatórias fora das hipóteses autorizadas pelo Tema 966 da repercussão geral.

A medida tem impacto direto sobre tribunais, Ministérios Públicos, Defensorias Públicas, Tribunais de Contas e órgãos da advocacia pública em todo o país. O objetivo, segundo o entendimento da Corte, é impedir a criação de vantagens financeiras conhecidas popularmente como “penduricalhos”, frequentemente utilizadas para elevar remunerações acima do limite constitucional.

Tema 966 passa a ser referência obrigatória

As decisões reforçam que apenas verbas expressamente reconhecidas pelo Tema 966 podem ser pagas aos membros dessas instituições. O STF deixou claro que qualquer inovação remuneratória fora das hipóteses já autorizadas representa afronta direta ao entendimento consolidado pela Corte.

Segundo os despachos, a vedação alcança inclusive benefícios instituídos após o julgamento definitivo do tema, concluído em março de 2026.

O ministro Flávio Dino afirmou que estão proibidos:

  • Criação de novas parcelas indenizatórias
  • Implantação de benefícios sem previsão autorizada
  • Pagamentos acima do teto constitucional sem respaldo jurídico
  • Rubricas criadas para ampliar remuneração de agentes públicos

Decisão amplia exigências de transparência

Além de impedir novos benefícios, o STF também determinou medidas mais rígidas de publicidade dos pagamentos realizados pelos órgãos públicos.

A partir da decisão, tribunais e demais instituições deverão divulgar mensalmente, em seus portais oficiais, os valores recebidos por seus membros com detalhamento completo das verbas pagas.

Entre as informações exigidas estão:

  • Salário-base
  • Benefícios indenizatórios
  • Auxílios e gratificações
  • Valores eventuais recebidos no período

A determinação busca ampliar o controle social sobre os gastos públicos e facilitar a fiscalização da utilização de recursos.

Gestores poderão ser responsabilizados

O STF também estabeleceu que o descumprimento das determinações poderá gerar responsabilização nas esferas penal, civil e administrativa.

Segundo o entendimento da Corte, presidentes de tribunais, procuradores-gerais, defensores públicos e demais ordenadores de despesa poderão responder diretamente por pagamentos considerados irregulares ou pela ausência de transparência nas informações divulgadas.

A decisão reforça o movimento do Supremo de restringir mecanismos utilizados para ampliar remunerações no serviço público além do teto constitucional, consolidando entendimento mais rigoroso sobre a legalidade dessas verbas.

Fonte: ConJur

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Editorial Dias e Lima

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